Em visita ao setor de Neonatologia do Hospital Municipal Irmã Dulce, o médico brasileiro Guilherme Mendes Sant’Anna, que leciona Pediatria em Montreal, no Canadá, elogiou profissionais como os que atuam na UTI Neonatal. Segundo observou, diante da sobrecarga na Maternidade e da resposta satisfatória no atendimento, a rotina local extrai o melhor das equipes. O neonatologista participou, quarta-feira (17/5), de eventos nas Santas Casas de Santos e de São Paulo.

Médico
No Hospital Irmã Dulce, o médico debateu diversos assuntos como o atendimento de bebês prematuros. (Foto: Maitê Morelatto)

Sant’Anna, que reside há mais de 18 anos no Canadá, é professor na McGill University, na província de Quebec, onde admite vivenciar uma realidade bastante privilegiada em relação ao sistema de saúde brasileiro que, como lá, é público. “No Canadá, a Medicina é socializada. Não existe público e privado, é tudo público, com mortalidade infantil muito baixa e com condições de trabalho e atendimento perfeitas – um tipo de SUS como se fosse privado, de alta qualidade”, disse.

Médico diz que no Brasil há excelentes profissionais

Embora com problemas como demanda excessiva de pacientes e precariedade de e strutura de trabalho e de profissionais, o médico salienta que no Brasil há excelentes médicos, sobretudo na especialidade de Neonatologia. “O profissional que trabalha em condições adversas, como por aqui, tem mais mérito ao fazer sobreviver, por exemplo, um bebê prematuro do que um profissional no Canadá”, destacou.

O neonatologista quis dizer que, em sua opinião, o sistema de saúde brasileiro põe os profissionais do ramo à toda prova. “No Canadá, se precisarmos de equipamento, há disponível. Se for necessário transferir um paciente ou obter uma medicação, isso ocorre rapidamente. A Magnitude dos problemas de lá é muito menor que a magnitude dos problemas do Brasil, de modo que os médicos aqui realmente fazem milagre”, considerou.

Em São Paulo, durante simpósio na Santa Casa de São Paulo, Sant’Anna abordou temas relacionados aos cuidados respiratórios com recém-nascidos prematuros. Na Santa Casa de Santos, o assunto teve como título “Suporte Ventilatório não Invasivo em Prematuros Extremos: É realmente necessário intubar e f azer surfactante?”.

A visita do médico ao Hospital foi coordenada pela pediatra com especialização em Neonatologia, Marilene Kiskissian Martins, que atua na UTI Neonatal do Irmã Dulce, e foi acompanhada pela gerente geral de Enfermagem do Complexo Hospitalar, Renata Meroti.

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